PLANTÃO / RAUL ATUAL NA ARTE E NA POLÍTICA

Sindsalem convida servidores para o Tributo a Raul Seixas no sábado (19/08), no Reviver

A Reforma Trabalhista de Temer é o "Ouro de Tolo" do momento.

10/08/2017
Sindsalem

Pode ser que os amantes de Raul Seixas não percebam em suas letras o quanto suas poesias o colocavam além do seu tempo presente, ao mesmo tempo em que falavam do passado e do futuro. Nelas estão sempre retratados momentos vivos da história, seja na arte ou na política. Se ouvirmos com atenção, entenderemos que a sua concepção se aplica a nossa contemporaneidade.

Neste dia, falaremos, rapidamente, de três que farão parte deste Tributo.

A primeira, OURO DE TOLO, é uma crítica ao modo de vida falso que o sistema capitalista nos proporciona e se remete diretamente à política econômica da Ditadura Militar, conhecida como Milagre Econômico. Quando os operários do ABC Paulista se davam por satisfeitos por terem conseguido comprar um Corcel 73; terem finalmente vencido na vida, devendo, pois, agradecer ao Senhor, ele retrucava dizendo que isso era uma grande piada e um tanto quanto perigosa.

Os milicos e seus intelectuais detonaram a música OURO DE TOLO e ele, de forma melódica, respondeu em “Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor”: “quando eu compus Ouro de Tolo, uns imbecis me chamaram de profeta do apocalipse, mas eles só vão entender o que eu falei no esperado dia do eclipse”. Raul tinha a clareza de que a maioria de nós, no dia a dia, só percebe a aparência da realidade e, por isso, na mesma música, nos alerta para buscarmos a essência, dizendo: "tem gente que passa a vida inteira travando a inútil luta com os galhos, sem saber que é lá no tronco que está o coringa do baralho".

Em seu último trabalho com Marcelo Novas, intitulado PANELA DO DIABO, música best seller do momento, ele destilou o seu veneno contra Sarney e Sting. O cantor inglês estivera à época visitando o cacique Raoni, no Xingu, para passar ao mundo a sua preocupação com a causa indígena, mas, depois, foi ao Presidente Sarney, que não se preocupava nada com a causa dos índios e dos oprimidos. E Raul, na sua ironia, diz que “O presidente conversa com Sting e é você quem não distingue quais são os índios que vão Tomar no Xingu”.

Se deleite com a musicalidade do velho Raul, mas lembrando, sempre, que as suas letras, mesmo quando falam de amor, estão nos transmitindo algo ou expressando uma posição política. Apesar do cabra estar em outra dimensão, parece que sua música foi feita para os dias atuais. É fácil ver, por exemplo, que a REFORMA DO TEMER é o OURO DE TOLO do momento.
 
Serviço


O quê? Tributo a Raul Seixas, com Wilson Zara
Quando? 19/08/2017 (sábado), às 21h
Onde? Praça dos Catraeiros, no Reviver 
*** OBS: a entrada é gratuita.

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